Perfil do internauta

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Os usuários da Internet se distinguiram sensivelmente, em termos de várias características (tais como, idade, nível de instrução, rendimento etc), ao se considerar as finalidades do acesso a esta rede. A mais alta idade média foi a das pessoas que usaram a Internet para efetuar transações bancárias e financeiras (35,8 anos), vindo em seguida a das que a acessaram para interagir com autoridades públicas ou órgãos do governo (35,1 anos) e comprar ou encomendar bens ou serviços (34,2 anos). Essas três idades médias ficaram sensivelmente distanciadas daquelas das pessoas que acessaram para as demais finalidades. A menor idade média foi a das pessoas que utilizaram a Internet para atividades de lazer (24,8 anos). Em todas as finalidades, as idades médias das mulheres ficaram um pouco abaixo das referentes aos homens.

Na população dos estudantes usuários da Internet, a proporção dos que a utilizaram para educação e aprendizado foi destacadamente a mais elevada (90,2%), vindo depois, mais distanciadas, as dos que a acessaram para comunicação com outras pessoas (69,7%) e atividades de lazer (65,5%). A proporção dos estudantes que a acessaram para a leitura de jornais e revistas alcançou 40,7% e as referentes às demais finalidades ficaram abaixo de 20%.

No contingente dos usuários da Internet que não eram estudantes, o maior percentual foi o das pessoas que acessaram a esta rede para comunicação com outras pessoas (67,8%), vindo, em seguida, as dos indivíduos que a utilizaram para educação e aprendizado (57,5%), leitura de jornais e revistas (51,7%) e atividades de lazer (45,7%).


Não ter acesso a microcomputador era principal motivo para não utilizar a rede

A impossibilidade de acesso ao microcomputador foi o principal motivo alegado pelas pessoas que não utilizaram a Internet (37,2%). Entre os estudantes, não acessaram a rede por esta razão aproximadamente metade deles (50,6%). A parcela das pessoas que não usaram a Internet por não acharem necessário ou por não quererem ficou em 20,9% e a das que não sabiam utilizar a rede, em 20,5%. Entre as três principais razões para a não-utilização citadas acima, os maiores percentuais foram registrados no Distrito Federal (51,6% alegaram não ter acesso a microcomputador); Santa Catarina (28,7% não acharam necessário ou não queriam), e no Amazonas (41,3% não sabiam utilizar). A parcela de pessoas que não utilizaram a Internet devido ao alto custo dos microcomputadores alcançou 9,1%.

Os motivos para as pessoas não acessarem a Internet variaram de acordo com o rendimento médio mensal domiciliar per capita. Entre as pessoas que não acessaram devido ao microcomputador existente no domicílio não estar conectado à Internet, o rendimento era de R$ 559,00. Já as pessoas que não achavam necessário ou não queriam, tinham rendimento mensal domiciliar per capita de R$ 481,00, e as que não acessaram devido ao fato de que o microcomputador que usavam em outro local não estar conectado à Internet (R$ 411,00), enquanto os menores rendimentos foram os dos indivíduos que não a utilizaram por não terem acesso a microcomputador (R$ 277,00) e devido ao custo do microcomputador ser alto (R$ 261,00).


Mais de um terço dos internautas acessavam uma vez ou mais por dia

A PNAD Internet mostrou, também, que a maior parte dos internautas acessou a rede pelo menos uma vez por semana, mas não todo dia (47,3%); mais de um terço (36,3%) pelo menos um vez por dia; 11,7% pelo menos uma vez por mês, mas não toda semana. Os percentuais de usuários da Internet que a utilizaram pelo menos uma vez ao dia foram maiores no Centro-Oeste (39,6%), Sudeste (38,6%) e Sul (37,7%); e menores nas regiões Norte (26,2%) e Nordeste (27,6%). As Unidades da federação que apresentaram os menores percentuais de pessoas que a acessaram a rede com mais intensidade (pelo menos uma vez por dia) foram o Piauí (16,7%), Amapá (17,4%) e Roraima (18,8%). No outro extremo e destacado dos resultados das demais unidades da federação, situou-se esse indicador do Distrito Federal (47,8%).

Os homens acessaram a Internet com mais freqüência do que as mulheres. No contingente masculino, 38,8% utilizaram a rede pelo menos uma vez por dia, enquanto no feminino este percentual ficou em 33,7%. Esse comportamento ocorreu em todas as grandes regiões. A pesquisa demonstrou, ainda, que os jovens acessaram a rede com menor intensidade do que os mais velhos. No contingente de usuários da Internet de 10 a 17 anos de idade, 24,1% utilizaram essa rede pelo menos uma vez por dia, enquanto na faixa etária de 40 anos ou mais, este percentual subiu para 45,3%.

Conexão discada era mais freqüente do que a banda larga

Na população de 10 anos ou mais de idade usuária da Internet no domicílio em que morava, no período de referência dos últimos três meses, 52,1% tinha somente a conexão discada, 41,2% unicamente por banda larga e 6,7% ambas as formas de acesso. A Região Centro-Oeste foi a única em que a proporção de pessoas que tinham somente a conexão discada (38,7%) foi menor que a das que dispunham unicamente da banda larga para acessar a Internet (57,1%) e a Nordeste foi a que apresentou os resultados mais próximos (47,1% para a conexão discada e 46,2% para a ligação por banda larga).

Observou-se que, à medida que crescia o rendimento mensal domiciliar, aumentava o percentual de pessoas que tinham conexão à Internet no domicílio somente por banda larga. No contingente de pessoas sem rendimento a 1 salário mínimo de rendimento mensal domiciliar per capita que acessaram no seu domicílio, 20,0% utilizaram somente a banda larga e, na faixa de mais de 5 salários mínimos, esta proporção atingiu 59,8%. A pesquisa verificou que o usuário com banda larga acessa a Internet mais vezes que aqueles de acesso discado.


 

 

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