#SemÓdio: “COXINHAS” SÓ AS DO FrangÓ

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Curiosidades sobre produtos: As coxinhas do FrangÓ, na Freguesia d’Ó, zona norte da cidade de São Paulo, ficaram famosas pela qualidade. São coxinhas de frango mesmo, nada de usar cabeça de camarão na receita para não desandar o sabor – é caldo bem temperado de frango que entra no preparo. É com suas coxinhas que o local atrai dezenas, centenas de pessoas todos os dias da semana. É um espaço democrático, tanto que não é difícil esbarrar por lá com “coxinhas”, de carne e osso e cabeça de camarão, mas ódio não rima com o estabelecimento (#SemÓdio) que recebe torcedores de diversos times numa confraternização constante desde 1987. O corintiano publicitário Washington Olivetto está entre os que não abrem mão do FrangÓ e de sua especiaria.

FrangÓ, na década de  1980. FOTO: DIVULGAÇÃO

FrangÓ, na década de 1980. FOTO: DIVULGAÇÃO

E se só as coxinhas do FrangÓ não fossem suficientes, o local tem uma coleção de cervejas de diferentes tipos, regiões e até países para a alegria dos boêmios. No cardápio, estão listadas mais de 300 marcas para qualquer um dar a volta ao mundo. Inaugurado em 6 de agosto de 1987, o FrangÓ Rotisserie no início vendia apenas frango assado. As filas cresceram. O grelhado atraiu freguesia e o tempo de espera aumentou. Foi aí que Valdecyr e seu Cassio Piccolo tiveram a ideia de preparar alguns salgados e vendê-los acompanhados de um chopp bem gelado. Não deu outra, sucesso imediato.

“Juro que quando começamos não imaginava o rumo que a casa ia tomar”, conta Valdecyr. “Sempre fizemos tudo com amor e com ingredientes de primeira. Estava aposentado e o FrangÓ me deu vida nova. Ele aconteceu, não foi planejado. Venho ao bar todos os dias, mesmo quando estou de folga.”

Os Piccolo tiveram a ideia genial de preparem coxinhas entre o tamanho daquelas para literalmente matar a fome vendidas em lanchonetes e beira de estrada e as minúsculas de festas de casamentos, aniversários e batizados. O tamanho intermediário reduz a culpa do consumidor quanto à fritura e o cuidado extra foi o de oferecer o salgado sempre fresco, feito na hora, e bem sequinho, o que se consegue com o óleo em altas temperaturas e um escorrimento do excesso antes que a preciosa iguaria chegue ao consumidor.

Apesar de inúmeras propostas para a franquia, os Piccolo as recusam, Querem que o FrangÓ, apesar da fama, seja único. Um único lugar no mundo, na praça da Matriz de Nossa Senhora da Freguesia d’Ó, que parece abençoar o lugar e nele fazer com que ódio passe batido, como deve ser. Nada de coxinhas-camarão que fazem a festa nas redes sociais nos dias que correm destilando ódio e conclamando para mais um golpe na democracia. Xôoooo coxinhas-camarão.

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