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Som na caixa

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A Orquestra Contemporânea de Olinda vai lançar seu primeiro álbum neste domingo (27/04) no coreto da Praça do Carmo, em Olinda (PE). O show começa às 17h com a participação especial da cantora Isaar de França e dos músicos Lucas dos Prazeres (percussionista da banda Rivotrill) e Pepê (viola de 10 cordas, cavaquinho e bandola), músico de Antônio Carlos Nóbrega e Renata Rosa.

Tudo se dará em grande estilo, com caixas de som posicionadas estrategicamente pelo local e um telão para garantir a qualidade do espetáculo, que terá entrada franca.

O projeto recebeu o patrocínio do Programa BNB de Cultura e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), com recursos do Fundo de Incentivo à Cultura (Funcultura) e já nasce com divulgação e distribuição nacional a cargo da gravadora Som Livre.

O show reunirá as onze composições do CD de estréia, nove delas inéditas e autorais: Brigitti (com participação de Isaar de França), Ladeira, Balcão da Venda, Saúde, Tá falado (com bases do DJ Rossi Love), Joga do Peito, Durante o Carnaval, e as instrumentais Vinheta e Saúde, mais releituras de Não interessa não e Canto da Sereia.

Soma-se ao repertório do show músicas já familiares do público que acompanhou o grupo em shows na cidade alta, e em festivais como o de Garanhuns, Rec Beat e Abril Pro Rock, como as releituras de O pato (Jayme Silva e Neuza Teixera), Sabiá laranjeira (de Pixinguinha), dos frevos Transcendental (do violonista Cláudio Almeida) e Frevo no Mato (Sebastião Biano), além de versões para o tema de James Bond, tocado pela banda jamaicana Skatalites.

A base criativa do CD é assinada por Gilú, Tiné, Maciel Salú, Hugo Gila, Raphael e Juliano. Os arranjos de metais são do experiente maestro Ivan do Espírito Santo, com exceção das faixas Tá falado e Joga do Peito, que ganharam tratamento especial do maestro Ademir Araújo, da Orquestra Popular do Recife.

O uso de instrumentos pouco usuais na música pop é um dos atrativos do álbum. Por exemplo, a introdução de Canto da Sereia é interpretado por uma tuba, instrumento praticamente em extinção na música popular, por falta de músicos que o saibam tocar. A arte da capa, elaborada pelo artista plástico olindense Paulinho do Amparo, reforça a peculiaridade instrumental do grupo.

 

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