O cantor e compositor pernambucano Chico Science (1966-1997), líder do mais representativo movimento da música pop brasileira dos últimos anos, é o tema da próxima edição do programa Mosaicos, que a TV Cultura exibe no próximo domingo, 1º de junho, às 20h30. O documentário musical Mosaicos, a Arte de Chico Science apresenta as participações dos integrantes da banda Nação Zumbi, Fred 04, Siba, além de depoimentos de Herbert Vianna e dos jornalistas Xico Sá e Renato L..
Mesclando gravações inéditas com imagens do acervo da TV Cultura, Mosaicos narra a trajetória artística de Chico Science, recuperando sua participação em diversos programas da emissora, a exemplo do Especial Mangue Beat, Ensaio (1996), Bem Brasil (1996), Metrópolis (1994) e Vitrine (1996).
Ouvindo o Chico Science, a gente tem a confirmação de que o Brasil já pode ensinar o mundo como fazer rock n roll, como fazer música, afirma Samuel Rosa, da banda Skank, em depoimento para o programa. Uma atitude completamente intensa, popular e honesta dele, de mergulhar na cultura popular, de trazer raízes e misturar isso com informações e tecnologia do planeta ele era um talento acima das palavras, comenta Herbert Vianna.
Líder da banda Nação Zumbi e principal expoente do movimento mangue beat de Pernambuco, teve sua carreira precocemente abortada por um acidente de carro. Chico Science participava de grupos de dança e hip hop em Pernambuco no início dos anos 80. No final da década integrou algumas bandas de música como Orla Orbe e Loustal, inspiradas na música soul, no funk e no hip hop.
A fusão com os ritmos nordestinos, principalmente o maracatu, veio em 1991, quando Science entrou em contato com o bloco afro Lamento Negro, de Peixinhos, subúrbio de Olinda. Misturou o ritmo da percussão com o som de sua antiga banda e formou o Nação Zumbi. A partir daí o grupo começou a se apresentar em Recife e Olinda e iniciou o “movimento” mangue beat, com direito a manifesto (“Caranguejos com Cérebro”).
Em 1993 uma rápida turnê por São Paulo e Belo Horizonte chamou a atenção da mídia. O primeiro disco, “Da Lama ao Caos”, projetou a banda nacionalmente. O segundo, “Afrociberdelia”, mais pop e eletrônico, confirmou a tendência inovadora de Chico Science e Nação Zumbi, que excursionaram pela Europa e Estados Unidos, onde fizeram sucesso de público e crítica. O Nação Zumbi lançou um CD duplo em 1998, depois da morte do líder, com músicas novas e versões ao vivo remixadas por DJs.
Repertório dos convidados:
* Rios, pontes e overdrives (Chico Science/Fred 04) com Nação Zumbi e Fred 04
* Da lama ao caos (Chico Science) com Nação Zumbi e Fred 04
* Etnia (Chico Science/Lucio Maia) com Nação Zumbi
* Coco Dub (Chico Science) com Nação Zumbi e Siba
* Maracatu Atômico (Jorge Mautner/ Nelson Jacobina) com Nação Zumbi
* Risoflora (Chico Science) com Nação Zumbi e Siba
* Manguetown (Lucio Maia/ Dengue/ Chico Science) com Nação Zumbi e Fred 04