Em E se as histórias fossem diferentes, novo espetáculo da Cia. Truks, que estréia no Teatro Alfa em 7 de junho, Henrique Sitchin, mais uma vez, busca inovar na criação dos instrumentos que contarão a história.
Desta vez, uma técnica absolutamente inusitada e original será usada para fazer do espetáculo uma divertida brincadeira: trata-se da utilização de um interessante recurso técnico que mistura bonecos com desenhos que são produzidos ao vivo, em cena. O ator terá, à sua frente, uma versátil mesa de trabalho, equipada com lápis de cor, tintas e papéis de cores e texturas variadas. Conforme a história se desenrola, Henrique monta cenários, desenha situações e climas que, através de uma câmara de vídeo, colocada sobre a mesa, são registradas e lançadas, por um projetor, em um telão onde, por sua vez, surgem figuras bonecos de sombras, que interagem com as imagens projetadas.
É contada a divertida história de um planeta cujos habitantes são exatamente como se imagina que sejam. Como assim? Ora, simples: Se os imaginarmos muito altos, eles automaticamente ganham altura, se os imaginamos gordos, imediatamente engordam, se os imaginamos com pintas roxas no rosto, elas na hora pipocarão em suas faces. Se ali a chuva cai de baixo para cima, ora, é exatamente o que passa a acontecer…
O problema ocorre quando a fama do planeta rapidamente atravessa as galáxias e, a cada instante, em alguma parte do universo, imagina-se que seus moradores sejam diferentes. Os pobres habitantes do lugar mudam de forma e de jeito a cada instante. Perdendo a paz, e já quase enlouquecidos com tantas transformações, eles descobrirão uma forma surpreendente de resolverem os seus terríveis problemas.
É contada, também, com a utilização de uma variação do Teatro de Brinquedo, a história da terrível extinção dos sapos num reino destinado a ser… Feliz para sempre! Ocorre que, neste reino distante, uma rainha, almejando parir o tão sonhado herdeiro do trono, dará a luz a algumas dezenas de princesinhas. Passados alguns anos, quando chegam à idade de casar, as ditas cujas correrão o reino em busca de seus príncipes que, por azar, não existem no lugar. As nobres moças, afoitas, não se intimidarão em fazer dos sapos dali os seus novos e noivos príncipes. Pois sem mais sapos nos brejos, é então que uma sucessão de desventuras passa a acontecer, como a proliferação das moscas que tiram o sono do povoado, entre tantas outras. A divertida história falará para as crianças sobre essa tal felicidade para sempre, que talvez não exista nem nos mais distantes reinos e confins do mundo. Falará sobre a busca por soluções que respeitem o semelhante, e que assim permitam-nos chegar não a uma alegria permanente, mas talvez, ao equilíbrio necessário.
Site: www.teatroalfa.com.br