Hoje, último dia do 4º Congresso Brasileiro de Publicidade, que se realiza 30 anos depois do terceiro, quando foi criado o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária, o Conar, deve lançar manifesto em favor da liberdade de expressão comercial. O tema foi o centro dos debates e dos painéis dos últimos dois dias. Ontem, terça-feira, dia 15 de julho, o tema mereceu apresentações apaixonadas, como as que você confere aqui:
Em nome da liberdade
O vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, foi a estrela do segundo dia do 4 Congresso Brasileiro de Publicidade. Marinho fez uma defesa apaixonada da democracia e da liberdade de expressão e afirmou que, “ao optar pela tutela, o Estado acaba limitando as opções de escolhas do cidadão”. Ele criticou as decisões de governo que limitam o acesso do cidadão à informação comercial e citou, em particular, a intenção de se proibir propaganda de alimentos de fast-food durante o dia.
Marinho também não poupou a classificação da programação por faixa etária, que, na sua avaliação, infatibliza o cidadão e retira dele o poder de decidir ver o que pretende ver na televisão ou ler nos veículos.
Já a boa notícia do segundo dia do congresso partiu do deputado federal Cláudio Vignatti (PT/SC), que integra a Frente Parlamentar da Mídia Regional, e anunciou que as agências de publicidade entrarão no regimento do Simples Nacional – regime tributário diferenciado, simplificado e favorecido previsto na Lei Complementar nº 123, de 14.12.2006 e aplicável às microempresas e às empresas de pequeno porte.
A medida deve beneficiar, sobretudo, pequenas agências de publicidade e até as médias sediadas em cidades do interior do País.
Hoje, último dia do congresso, deverão ser divulgados diversos documentos. A aguardada regulamentação da profissão de publicitário, porém, ficará para uma próxima ocasião. O presidente da NeogamaBBH, Alexandre Gama, já revelou que está faltando acordo no grupo que deveria redigir o documento sobre esse ponto. Para Julio Ribeiro, o controlador e presidente da Talent, o profissional, para se manter no mercado após 40 anos, deve estar atento às novas mídias e se reciclar periodicamente. Para Ribeiro, a força criativa vem das ruas e é preciso que o profissional esteja atento a todos os movimentos e aberto a conviver com novas realidades, ou melhor, realidades que mudam a todo instante. A Talent é conhecida por slogans que criou no passado como “Bonita camisa Fernandinho” e “Não é nenhuma Brastemp”.