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Tesis musical - Revista Publicittà Tesis musical - Revista Publicittà

Tesis musical

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A Tesis resolveu inovar outra vez. Após o sucesso do projeto Banco de Vozes, que no final do ano passado recrutou centenas de pessoas “comuns” para trazer legitimidade às locuções de suas peças publicitárias, chegou a hora da música do mundo tomar conta do ambiente da produtora, trazendo inputs diferenciados para seus processos de criação.  Em uma iniciativa capitaneada por um dos sócios da produtora, Silvio Piesco (foto), a Tesis está montando um acervo com mais de 40 instrumentos, vindos de todos os continentes. Graças a esta coleção, a Tesis consegue unir a modernidade tecnológica com a diversidade sonora do planeta, criando peças personalizadas para alguns dos maiores anunciantes do mercado nacional, como Pepsi e Skol, além de materiais inovadores para clientes como a PlayTV. O resultado, além da inovação, são os prêmios, como os Leões recentemente conquistados por algumas destas peças na categoria Film no Festival de Cannes deste ano.
“Estamos usando a globalização a nosso favor”, comenta Teresa Moranduzzo, também sócia da produtora, ao observar que estes instrumentos estão na Tesis para abrir novas possibilidades de criação musical, que potencializem ainda mais os recursos tecnológicos já disponíveis na produtora. “Nós temos tudo o que é necessário em termos de estrutura para produção de som. Investir na proposta da ‘música do mundo’ é o melhor caminho para oferecermos algo realmente diferente, que soma texturas e estilos musicais diferentes do comum aos nossos padrões ocidentais de música pop, eletrônica, erudita e assim por diante. Estes instrumentos são novos elementos dentro do que a gente já faz”.
Silvio Piesco lembra que esta fusão está presente na música pop (e, por conseqüência, na publicidade) desde os tempos dos Beatles, passando pelas incursões com a música étnica promovidas por diversos grupos de rock e pop desde as anos 1970, até o grande sucesso de projetos recentes como a gravadora norte-americana Putumayo Records (que une o étnico ao eletrônico) e as bandas Bajofondo, Vampire Weekend e Gotan Project, por exemplo. “Estes nomes são conhecidos no mundo todo como verdadeiros sinônimos de inovação musical”, observa o diretor.
Não se trata somente de comprar instrumentos diferenciados para compor uma coleção: o alvo é o futuro, não o passado. Silvio Piesco costuma viajar pelo mundo e comprar pessoalmente a maioria dos apetrechos, o que inclui o aprendizado, vindo dos próprios nativos de cada país, sobre como manusear e executar os instrumentos. Esta coleção de sonoridades dos cinco continentes inclui países e localidades como o Egito e a Turquia (alaúde), Rússia (balalaika), Índia (bulbul tarang), Vietnã (dan nguyet), China (hulusi), Afeganistão (rebab), Havaí (ukelele), Itália (mandolim) e Japão (shakuhashi).
A coleção inclui ainda instrumentos característicos de grandes regiões específicas do planeta. São os casos do charango (na América Latina), banjo (nos Estados Unidos), bandolim (na Europa) e rababe (na África), entre diversos outros exemplos. Tudo isso se soma à conhecida competência da Tesis, que conquistou vários dos principais prêmios do mercado publicitário nacional em 2007, como o de Produtora do Ano do Clube de Criação de São Paulo (CCSP), Produtora do Ano e Grand Prix do festival da Associação Brasileira de Propaganda (ABP) e dois Profissionais do Ano, nas categorias Mercado Nacional e Institucional.
Um dos melhores exemplos desta iniciativa da Tesis é o comercial “Deserto”, da AlmapBBDO para a Pepsi. A conhecida peça, rodada no Marrocos e que mostra o “encontro” entre uma pessoa, um camelo e uma máquina de refrigerante, tem trilha da Tesis composta e executada a partir deste acervo de instrumentos étnicos. “A idéia original era algo meio ‘Lawrence da Arábia’, com orquestra. Oferecemos esta primeira solução e também outra, mais customizada, com instrumentos da região do Magreb acompanhando a tecnologia de produção e pós-produção. E foi esta segunda versão, que fizemos com nosso acervo, que entrou no ar”, conta Piesco.
A campanha do Skol Beats 2007 (F/Nazca Saatchi & Saatchi) também seguiu por este caminho, com sua trilha de estética oriental e com elementos eletrônicos pontuada pelos instrumentos da produtora com origem asiática. Outro exemplo é o recente comercial institucional da PlayTV (F/Nazca), atualmente no ar, que mostra figuras bizarras como o ‘tocador de barba’ e o ‘tocador de pêlos de baixo do braço’. “Testamos mais de 20 instrumentos diferentes até chegar à soma de mandolim, bandolim e guitarra que está na peça”, diz Piesco, lembrando que neste caso o resultado sonoro não tem nenhuma característica étnica. “O que estávamos procurando era uma sonoridade para a barba que não fosse necessariamente a verdadeira, mas que fosse crível e adequada para a idéia criativa”.
Piesco defende seu projeto comentando que sempre teve curiosidade em conhecer culturas de povos diferentes – o que, para ele, significa novas maneiras de pensar e ver o mundo. “Agora estou fazendo isso de um modo diferente, dentro da produtora”, conta o diretor. “Sempre que faço estas viagens, o que me interessa é escutar a música da rua, típica, fora dos circuitos turísticos oficiais. Isso me permite conhecer melhor os instrumentos, aprender a mexer neles com quem já faz isso há muito tempo e trazer esta experiência para o Brasil. Ao serem executados por instrumentistas brasileiros, criamos algo realmente diferente, uma mistura de escalas musicais e culturas sonoras que gera inovação e personalidade para cada peça publicitária que produzimos”.

 

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