Le Monde Diplomatique Brasil, edição brasileira do mensário francês, faz sua primeira ação de comunicação no Brasil, assinada pela Fischer América.
Publicado na França desde 1954 e lançado em edição brasileira em 2007, o tablóide veicula análises e debates sobre temas econômicos, sociais, políticos, culturais e filosóficos, de âmbito nacional e internacional, tendo se tornado uma referência de jornalismo crítico e sem concessões à superficialidade.
É uma publicação engajada que ficou conhecida internacionalmente pela defesa da “cidadania planetária”, ou a idéia de que os cidadãos têm direito a conhecer, transformar e influir no destino do mundo em que vivem.
Para apresentar esse posicionamento, que se traduz no conceito “Um novo olhar sobre o mundo, um novo olhar sobre o Brasil”, a agência criou um filme de 45 segundos adaptando um texto político da época da Segunda Guerra para os dias de hoje.
Batizado de “Indiferença”, o comercial estréia em TV aberta e fechada a partir da semana que vem (IMAGENS ABAIXO). Ele foi produzido com imagens de animação e é baseado em um poema, muitas vezes atribuído a Bertold Brecht, mas de real autoria do padre Arthur Niemuller, que fala sobre a passividade com que vemos as coisas acontecerem à nossa frente sem fazermos nada, até ser tarde demais. No caso, ele se referia à ascensão do Nazismo.
“Primeiro levaram os comunistas. Mas eu não me importei porque não era nada comigo. Em seguida levaram alguns operários, mas a mim não me afetou porque eu não sou operário. Depois prenderam os indicalistas, mas eu não me incomodei porque nunca fui sindicalista. Logo a seguir chegou a vez de alguns padres, mas como nunca fui religioso, também não liguei. Agora levaram a mim. E quando percebi, já era tarde”.
Junto com a narração do locutor aparecem imagens animadas dos personagens em questão, em ambiente atual, caracterizado por geleiras derretendo, queimadas e fumaça industrial. Termina com uma onda gigante que engole um homem e entra a assinatura: “Somos todos partes de um único planeta. Le Monde Diplomatique”.
A criação é de Flávio Ferri, Rafael Merel e Marcelo Fedrizzi. Os dois
últimos assinam também a direção de criação, ao lado de Flávio Casarotti e Pedro Cappeletti.