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INTERCÂMBIO

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Buscando qualificar seus profissionais em diversos aspectos fora da expertise de cada área, a Escala promoveu um evento interno nessa segunda-feira (28.02) com o empresário brasileiro Winston Ling, que dividiu suas experiências com os colaboradores da agência. Curiosidades sobre a cultura chinesa e o mercado fizeram parte da palestra.

O empresário, que vive há nove anos em Shangai, comercializa produtos brasileiros para o mercado chinês e apresentou um panorama da segunda maior economia do mundo. Segundo Ling, Brasil e China estão mais próximos do que se imagina: “Não existem no mundo culturas tão semelhantes quanto Brasil e China. A simpatia e o entrosamento são os mesmos, assim como a mania de dar um jeitinho em tudo”, revela.

De acordo com o empresário, a questão da educação está em segundo plano na sociedade chinesa pós-revolução cultural, onde o empreendedorismo e o desejo de ter seu próprio negócio se tornaram o sonho número um dos chineses. “Na China educação não resolve tudo, o que resolve é o comércio”, diz. “A geração de bilionários chineses tem muito dinheiro, vive com muito luxo, mas é mal-educada”, diz.

Ling identifica uma alta porcentagem de turn over em todos os mercados, já que os jovens trocam de trabalho assim que identificam a menor oportunidade de crescer ou aumentar suas economias para o futuro. “Eu só trabalho com estagiários, os profissionais assim que se formam já querem ser seus próprios chefes”.

Apesar de hoje ser a segunda maior economia do mundo, Ling acredita que falta muito para a China se aproximar dos Estados Unidos. “Ainda não temos a flexibilidade de adaptação, que é a chave do sucesso em qualquer setor. Além disso, a questão cultural ainda é muito forte na maneira de fazer negócio. Contrato na China não existe, é tudo ‘na amizade”.

O grande nível de consumo traz, com frequência, para o dia a dia dos chineses, a questão da sustentabilidade. “Acredito que a China vai ser o primeiro país a massificar os carros e ônibus elétricos, além de hoje já ser o país com a maior mobilidade ferroviária do mundo”.

Segundo Ling, o Brasil demorou muito para descobrir a China como oportunidade de negócio. Para o empresário, os maiores ensinamentos que a cultura chinesa pode dar ao mercado brasileiro é de empreendedorismo e valorização do trabalho a longo prazo. “É sempre muito gratificante receber profissionais com experiências tão distintas das nossas, o que enriquece os profissionais da Escala. Entrar em contato com novos universos nos traz mais elementos para ter ideias atuais e criativas”, afirma Laura Bergallo, diretora nacional de desenvolvimento.

Na imagem, Alfredo Fedrizzi e Winston Ling. Crédito Fernanda Boscaini

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