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A festa foi delas

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TEXTO E FOTO COB/TEXTUAL

O esporte feminino do Brasil resolveu, definitivamente, reescrever sua história olímpica em Pequim 2008. Não bastassem o ouro inédito de uma brasileira em prova individual, com Maurren Maggi, no salto em distância; e a primeira medalha do judô feminino, com o bronze de Ketleyn Quadros; o vôlei feminino e o taekwondo também conseguiram resultados históricos neste sábado, 23 de agosto, penúltimo dia de competição.
O time feminino de vôlei já havia garantido a classificação para sua primeira final olímpica. Até Pequim 2008, o melhor que havia conseguido fora o bronze em Atlanta 96 e Sydney 2000. Desta vez, as meninas do Brasil mostraram sua força desde o início da disputa. Tanto que perderam apenas um set em toda a competição, justamente o da final deste sábado, em que venceu a seleção DOS Estados Unidos por 3 a 1, com parciais de 25/15, 18/25, 25/13 e 25/21, em 1h35 de jogo.
José Roberto Guimarães também entra para a história como o treinador que levou o Brasil ao primeiro ouro olímpico tanto no vôlei masculino quanto no feminino. Era ele quem dirigia a equipe na inesquecível conquista de Barcelona 92, em que seus comandados também tiveram uma campanha irrepreensível.
Natália Falavigna também conseguiu a façanha de colocar o taekwondo no grupo dos esportes brasileiros medalhistas olímpicos. A paranaense garantiu o bronze na categoria até 67 kg, depois de vencer a grega Kyriaki Kouvarik, a australiana Carmem Marton e a sueca Karolina Kedzierska e ter predido apenas para a norueguesa Nina Solheim, ainda assim por decisão dos árbitros após empate nos três rounds e no golden score.
O pódio em Pequim 2008 teve gosto de revanche para Falavigna. Em Atenas 2004, ela também havia garantido vaga para a disputa do bronze. Naquela oportunidade, contudo, voltou para casa sem a sonhada medalha. Por isso, desta vez, entrou para a luta diante da sueca Kedzierska mais focada e não deu chances para a adversária, a quem derrotou por um incontestável 5 a 2. “Queria pegar mais do que o quarto lugar. Não poderia sair de novo dos Jogos sem a medalha”, comentou.
Falavigna considerava Pequim 2008 uma competição especial. Afinal, só faltava a medalha olímpica em sua galeria de grandes conquistas. Ela já trazia em seu currículo o ouro do Mundial de Madri (2005) e no Mundial Júnior da Irlanda (2000), a prata nos Jogos Pan-americanos Rio 2007 e o bronze no Mundial de Pequim (97), para citar apenas os mais importantes. “Esses Jogos Olímpicos eram muito especiais para mim. Até porque ainda não havia conseguido uma medalha na competição”.

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