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CARTOLA. ANO 100 - Revista Publicittà CARTOLA. ANO 100 - Revista Publicittà

CARTOLA. ANO 100

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Criador de uma obra que é referência obrigatória para a música popular brasileira, Angenor de Oliveira, o Cartola, completaria 100 anos esse mês. Para homenageá-lo, a TV Cultura exibe neste domingo, 12 de outubro, às 20h30, o documentário musical “Mosaicos – A Arte de Cartola”. O programa, que mistura imagens de arquivo com gravações inéditas, traz as participações dos artistas Leci Brandão, Dudu Nobre, Teresa Cristina, Miguel dos Anjos e da pesquisadora Marília Trindade Barboza, biógrafa do sambista.

“Mosaicos” recupera no acervo da TV Cultura diversas participações do homenageado em programas históricos da emissora, como “MPB Especial” (1973 e 1974), “Panorama” (1976), “MPB Histórias” (TV Tupi, 1976) e “Vox Populi” (1979). E ainda apresenta cenas do filme “Ganga Zumba”, dirigido pelo cineasta Cacá Diegues, em 1964, no qual Cartola aparece como ator.

Nascido no Rio de Janeiro e tendo passado a infância no bairro das Laranjeiras, Cartola (1908-1980) mudou-se ainda jovem para o Morro da Mangueira, onde fez amizade com bambas como Carlos Cachaça. Seu apelido teve origem por causa de um emprego como servente de obra. Ao usar um chapéu-coco para se proteger do cimento que caía em sua cabeça, passou a ser chamado de Cartola. Foi um dos criadores do Bloco dos Arengueiros, cujo núcleo, em 1928, fundaria a Estação Primeira de Mangueira. As cores (verde-rosa) e o nome da escola foram escolhidos por Cartola, que compôs também o primeiro samba da agremiação, “Chega de Demanda”.

As músicas do sambista ganharam projeção nos anos 1930, sendo gravados por nomes ilustres como Francisco Alves, Mário Reis, Silvio Caldas e Carmen Miranda. No entanto, a partir de meados da década seguinte, Cartola desaparece do cenário artístico para só retornar em 1956, quando foi redescoberto pelo jornalista Sérgio Porto, trabalhando como lavador de carros, em Ipanema.

Seu nome ganha nova projeção em 1964, com a abertura do Zicartola, misto de restaurante e casa de samba que dividia com sua esposa, Dona Zica. O local tornou-se, ao mesmo tempo, reduto de intelectuais, compositores do morro e jovens de classe média. Após dois anos de atividade, o Zicartola fechou as portas, mais uma vez obrigando o compositor a dividir sua atividade de sambista com outros empregos para se sustentar.

Seu primeiro disco solo seria gravado somente em 1974, quando já completara 66 anos. Entre as principais músicas de sua obra estão “As Rosas Não Falam”, “O Mundo É um Moinho”, “O Sol Nascerᔠ(com Elton Medeiros), “Quem Me Vê Sorrindo” (com Carlos Cachaça) e “Alvorada” (com Carlos Cachaça e Hermínio Bello de Carvalho).

 

Repertório dos convidados:

 

* “Minha” (Cartola) com Dudu Nobre

* “Corra e olhe o céu” (Cartola/Dalmo Castelo) com Leci Brandão

* “Vai, amigo” (Cartola) com Teresa Cristina

* “Ao amanhecer” (Cartola) com Miguel dos Anjos

* “Sofreguidão” (Cartola/Elton Medeiros) com Leci Brandão

* “Tive sim” (Cartola) com Dudu Nobre

* “Evite o meu amor” (Cartola) com Teresa Cristina

* “Acontece” (Cartola) com Leci Brandão

* “Cordas de aço” (Cartola) com Miguel dos Anjos

 

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