Os clientes do Citi podem adquirir um investimento financeiro rentável e colaborar com um projeto de reflorestamento que irá reconectar uma área de 26 mil hectares de remanescentes florestais de Mata Atlântica, no município de Casimiro de Abreu, Rio de Janeiro. Inédito no mercado nacional, o CDB Verde título pós-fixado e com rentabilidade garantida de 100% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), desde que o investidor mantenha os recursos aplicados por três anos é destinado a aplicadores que investem em longo prazo e têm capital a partir de R$ 10 mil. A estrutura do novo produto financeiro do Citi viabilizará investimentos no Projeto Conectividade, que prevê o plantio de mudas de espécies nativas da flora do bioma, restaurando a conectividade entre os fragmentos de mata nativa da região e criando corredores florestais na única região que é habitat do mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), primata brasileiro ameaçado de extinção.
Os diferenciais do CDB Verde do Citi trarão vantagens aos clientes e ao meio ambiente. Aos clientes, porque o novo produto garante 100% do CDI para aplicações a partir de R$ 10 mil, por um prazo de três anos o mercado trabalha com taxas neste patamar apenas para valores superiores de investimento mínimo. O novo produto do Citi é, portanto o único acessível a pessoas de uma determinada faixa de renda que antes não podiam fazer aplicações com um tíquete médio baixo. Simultaneamente, o novo produto foi desenvolvido de forma a ser sustentável, levando em conta o equilíbrio social, ambiental e econômico trata-se do primeiro CDB do mercado brasileiro que destina parte de sua rentabilidade a um projeto ambiental. No âmbito social, o CDB Verde beneficiará a comunidade do entorno do município de Casimiro de Abreu com a criação de novos postos de trabalho.
A iniciativa está alinhada ao posicionamento global do Citi de integrar o desenvolvimento de produtos e serviços a ações de responsabilidade socioambiental. A gestão norteada por parâmetros de sustentabilidade confere ao Citi um lugar entre as organizações financeiras que são reconhecidas por índices como o Dow Jones Sustainability Indexes e o FTSE4Good Index, conferidos a empresas com excelência nas melhores práticas de sustentabilidade. A organização também é um dos quatro bancos responsáveis pela criação dos Princípios do Equador diretrizes socioambientais criadas em 2003 pelo International Finance Corporation (IFC), instituição vinculada ao Banco Mundial para avaliação de risco de projetos de infra-estrutura acima de US$ 10 milhões. A adesão do Citi aos Princípios do Equador reforça o compromisso do grupo de desenvolver negócios sustentáveis em longo prazo. É exatamente neste contexto que o CDB Verde está inserido: um investimento com boa rentabilidade, baixo risco e com responsabilidade ambiental. O cliente do Citi sabe que sua aplicação estará vinculada a uma ação ambiental importante, desenvolvida por entidades respeitadas e com expertise na conservação da Mata Atlântica, afirma Lourival Luz, responsável por produtos de varejo da Tesouraria do Citi Brasil.
Conservação da fauna e flora da Mata Atlântica
O Projeto Conectividade com o qual o Citibank cooperará por meio do CDB Verde é resultado da parceria do Citi com a organização não-governamental Conservação Internacional. A ação ambiental será coordenada pela Associação Mico-Leão-Dourado, sendo desenvolvida em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação de Biodiversidade (ICMBio), Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal (LERF), órgão ligado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (USP) e Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O reflorestamento irá integrar fragmentos da mata nativa que unirá importantes áreas de proteção integral, dispersas na paisagem devastada, criando corredores florestais ecológicos. O local escolhido está inserido na bacia hidrográfica do rio São João, região da Baixada Litorânea Fluminense, habitat do mico-leão-dourado espécie endêmica da região, ou seja, que somente ocorre nessa área. Esse projeto contribuirá para mitigar os efeitos da fragmentação florestal e do isolamento da Reserva Biológica União, sob a administração do ICMBio, restabelecendo a conectividade estrutural e funcional entre essas florestas e as encostas da Serra do Mar. Além do benefício ambiental, o projeto prevê o envolvimento das comunidades locais por meio da criação de novos postos de trabalho.
A importância do projeto está no combate efetivo aos fatores que ameaçam a conservação da biodiversidade do local, cujas florestas foram convertidas em
pastagens e em áreas agrícolas, além de terem sido devastadas por incêndios florestais, desenvolvimento urbano e industrial, degradação de manguezais e restingas, caça e tráfico de animais silvestres, entre outros. A fragmentação florestal é uma forte ameaça à biodiversidade da região e resulta em dois fatores de extinção de espécies. O primeiro é a redução do tamanho total da floresta menos habitat, menor a população de micos e, o segundo, a divisão de uma grande extensão de florestas em áreas menores e isoladas, prejudicando a dispersão e o fluxo gênico de espécies da fauna e flora da Mata Atlântica.
“As principais ameaças para a conservação do mico-leão-dourado são a perda e a fragmentação do seu habitat, a Mata Atlântica de Baixada Litorânea Fluminense. Esse projeto é de extrema importância, porque promoverá a restauração da área por meio do reflorestamento com espécies nativas. Além de aumentar o habitat disponível para inúmeras espécies, vamos minimizar o isolamento do mico-leão-dourado, reconectando fragmentos florestais e populações isoladas. Na prática, isso permitirá que os micos se movimentem entre os fragmentos, favorecendo a reprodução entre indivíduos de grupos diferentes. Isso manterá a variabilidade genética necessária para salvar esta espécie da ameaça de extinção”, detalha Denise Marçal Rambaldi, secretária-geral da Associação Mico-Leão-Dourado.
Biodiversidade ameaçada
A história brasileira está intimamente ligada à Mata Atlântica, um dos maiores repositórios de biodiversidade, que é considerada um dos mais importantes e ameaçados biomas do mundo. Entretanto, sua devastação é reflexo da exploração predatória dos recursos naturais e ocupação desordenada das terras. Os impactos de diferentes ciclos de exploração, a concentração de cidades e núcleos industriais e a grande pressão antrópica devido à alta densidade demográfica fizeram com que a área de vegetação natural fosse reduzida drasticamente. Estima-se que mais de 90% da Mata Atlântica já perdeu a cobertura florestal original ou teve remanescentes fortemente afetados pela ocupação do território. O resultado é a destruição de habitats extremamente ricos e de serviços ecossistêmicos como o suprimento de água pelas nascentes e a regulação climática do ambiente natural.
Apesar da devastação acentuada, a Mata Atlântica ainda mostra potencial de resiliência, ou seja, de se recuperar se as ameaças forem controladas. Sua riqueza pontual é tão significativa que os dois maiores recordes mundiais de diversidade botânica para plantas foram registrados nesse bioma (454 espécies em um único hectare no sul da Bahia). Para proteger e manter a biodiversidade da Mata Atlântica em longo prazo é necessário um esforço de recuperação da floresta nas próximas décadas. Segundo Luiz Paulo de Souza Pinto, diretor do Programa Mata Atlântica da Conservação Internacional, muitas propriedades que estão situadas em regiões consideradas prioritárias para a conservação de biodiversidade no bioma possuem áreas desmatadas e não produtivas que podem ser restauradas, propiciando conexões estratégicas entre os fragmentos nativos e recuperando os serviços ecossistêmicos importantes. Observa-se que proprietários atendem a diferentes incentivos e estímulos para promover a proteção e recuperação de florestas, desde um interesse genuíno em manter características importantes do ambiente natural, até o reconhecimento de que a recomposição do habitat pode resultar em ganhos sociais e econômicos.
Por esse motivo, a proteção e recuperação dessa floresta é necessária e urgente, dependendo de ações e esforços integrados e coletivos e exigindo a mobilização geral da sociedade em sua defesa. Nesse contexto, o Projeto Conectividade pretende contribuir para a recuperação da floresta em uma área estratégica da Mata Atlântica. A expectativa é muito grande também para que o projeto possa fortalecer as parcerias entre o poder público, ONGs, proprietários rurais e empresas, resgatando, valorizando e disseminando a experiência de recuperação florestal nesse que considera-se ser um dos cinco mais importantes hotspots (regiões muito ricas e ao mesmo tempo ameaçadas) de biodiversidade do planeta, afirma Luiz Paulo de Souza Pinto.
Citi lança CDB Verde
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