Daniel Varsano e Flavio Nehrer / Assessoria de Imprensa do COB
Textual, em Pequim
A primeira pergunta para Giba na entrevista coletiva após a final dos Jogos Olímpicos Pequim 2008, este domingo, 24 de agosto, no Ginásio da Capital da China foi para analisar o jogo. Ele disse: “Primeiro, gostaria de mostrar meus sentimentos pelo técnico Hugh McCutcheon. O sogro dele sofreu um atentado na Tinanmen Square pouco antes dos Jogos e, mesmo assim, ele prosseguiu. Somos adversários no jogo, mas, como homem, fico triste com isso”, falou, antes de um emocionado aperto de mão do técnico.
Sobre o jogo, Giba foi sintético. “Fizemos o nosso melhor, tenho certeza que cada um de nós deu cem por cento na quadra. Infelizmente, isso não foi o bastante, os americanos estão fazendo um ótimo voleibol”, analisou. E diz que já previa muitas dificuldades no caminho ao ouro olímpico: “Sabíamos que esta competição ia ser muito difícil, todos os times estavam muito melhores. Chegamos à final, queríamos muito ganhar estes Jogos, mas eles fizeram mais”. O reconhecimento à qualidade do time norte-americano foi repetido ao longo das respostas, mesmo ao falar da campanha e de seu futuro. “Os Estados Unidos foram melhores e mereceram a vitória. Nossa campanha nos Jogos Olímpicos foi muito boa e a medalha de prata é honrosa. O futuro da seleção é incerto. Vamos sentar e pensar. Um passo de cada vez. Vai ser difícil esquecer esta final. Minha idéia é ficar na seleção até 2010”, revelou.
O jogador falou sobre o bom ambiente do grupo: “Ontem à noite fizemos uma reunião muito linda, falamos sobre o nosso orgulho de sermos uma família. Isto a gente nunca vai perder. A gente gosta dos outros de graça, esta é nossa grande medalha”. Falando em medalha, o jogador brincou: “Acho que vai dar briga lá em casa. Eu dei a medalha de ouro para minha filha Nicole, o mais novo vai ficar com a de prata”.