GOOGLE NO TOPO DO MUNDO

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Quem poderia imaginar que um site de buscas na internet, a rede mundial de computadores, criado no verão de 1995 por dois estudantes de doutorado de Ciência da Computação da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, o norte-americano Larry Page, então com 24 anos, e o russo Sergey Brin, com 23 anos, pudesse, como marca, ultrapassar empresas centenárias e gigantescas como General Motors (GM), General Eletric (GE), Coca-Cola e Unilever neste ano de 2014 que entra em contagem regressiva?

Pois bem, foi isso o que aconteceu: o Google é marca mais valiosa do mundo segundo o Top 100 da BrandZ, ferramenta de pesquisa de mercado da Millward Brown.

A empresa sediada na Califórnia e que começou numa garagem, ultrapassou a Apple, com valor de US$ 158,8 bilhões ante US$ 147,8 bilhões do grupo que teve Steve Jobs como estrela. Em terceiro lugar está a IBM, avaliada em US$ 107,5 bilhões e seguida de Microsoft (US$ 90,1 bilhões), McDonald’s, Coca-Cola, Visa, AT&T, Malboro e Amazon.

O maior salto no ranking, porém, foi da chinesa Tencent, cujo valor de marca subiu 97%, de US$ 27,2 bilhões para US$ 53,6 bilhões. Entre os grandes saltos é preciso registrar também o da rede social Facebook, que cresceu 68% de 2013 para 2014 e, agora, ocupa a 21ª posição com valor de US$ 35,7 bilhões. Outras marcas estrearam no esperado ranking e não ficaram entre as últimas do famoso Top 100. São elas: Twitter (71ª), Linkedin (77ª), Ford (83ª), Bank of America (94ª), PayPal (97ª), ING Bank (98ª) e UBS (99ª).

Mas o que leva o Google a fazer tanto sucesso?. A resposta está na própria criação da empresa no verão de 1995, quando dois estudantes criaram um sistema de buscas chamado de BackRub.

A ideia inicial é que ele pudesse facilitar as buscas por textos sobre os temas acadêmicos, verificando o que havia na internet e, assim, facilitando o doutorado de ambos. A ferramenta fez sucesso, mas os gastos da dupla subiram e o sistema começou a consumir todo o espaço disponível nos computadores de Stanford. Isso levou Larry e Sergey a irem à luta, atrás de sócios para o empreendimento.

Esse investidor foi Andy Bechtolsheim, um dos fundadores da empresa Sun Microsystems. De Andy, receberam um cheque no valor de US$ 100 mil. O cheque estava endereçado à Google Inc. (que ainda não existia). Larry e Sergey foram, assim, obrigados a fundar oficialmente a empresa no dia 4 de setembro de 1998. Saíram de Stanford e ocuparam uma garagem de uma amiga na Califórnia.

O segredo era integrar à ferramenta as buscas que movimentavam estudantes, depois empresas, e assim novas informações. Depois, a percepção do valor das palavras para uma busca, passando a cobrar de empresas e serviços para que essas mesmas palavras estivessem acopladas a elas. Então, quando se digita costureira, aparece no topo aquela que paga para figurar aí, dessa busca a pequenos anúncios daqueles que precisavam e ainda não tinha relevância, esses sempre terão o Olympo garantido, eles foram crescendo. Mas o segredo continuou o mesmo: a própria ferramenta passa a apontar a tendência do momento analisando as buscas. Primeiro, verificam o que buscam, depois onde fica o que querem encontrar os internautas, os endereços, as cidades, os países, o mundo enfim conectado por palavras que é o negócio do Google na selva da comunicação.

Hoje, o Google guia praticamente todas as buscas do planeta. Então, num mundo globalizado, na aldeia global prevista na década de 1970 pelo canadense Marshall McLuhan, a palavra ganhou relevância e a busca pelo que se procura vale e muito: bilhões de dólares, verdinhos em folha.

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