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José Victor Oliva - Revista Publicittà José Victor Oliva - Revista Publicittà

José Victor Oliva

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CARLOS FRANCO


O paulistano José Victor Oliva não teme os efeitos da crise dos mercados no negócio de promoção e eventos no Brasil. Um setor da comunicação que passa por profundas transformações e que respondeu por orçamento de R$ 23 bilhões em 2007, a maior fatia dos R$ 47 bilhões movimentados no segmento em toda a América do Sul. “O que deve ocorrer a partir de agora, por conta da crise e da falta de liquidez dos mercados,  é o fim do improviso, dos altos gastos sem uma estratégia de negócios e mensuração dos resultados. Portanto, é um momento em que quem tiver criatividade, profissionalismo e custos mais compatíveis com os resultados, tem tudo para crescer”. Até porque, afirma, as empresas não vão deixar de efetuar lançamentos de produtos e serviços e nem o consumidor deixar de viver e adiar para sempre os seus desejos.
Oliva é daqueles que acredita naquele famoso ideograma oriental de que crise é sinal de oportunidades. A sua própria trajetória revela essa crença. O torcedor do São Paulo Futebol Clube que se tornou – ele mesmo – sinônimo de badalação a partir de 1980, quando abriu as portas do Gallery, a boate que entrou para a história da moda discoteca no Brasil, se transformou num bem sucedido homem de negócio da área de promoção e eventos.
Hoje, 20 anos depois de vender o Gallery, que ainda existe apenas para eventos fechados, ele é um dos líderes do setor de promoção e eventos do Brasil. Comanda a holding Clube, que controla sete empresas de comunicação entre as quais Banco de Eventos, Samba Comunicação, Lynx, Rio360, FanClub e Disturb.
Não sem motivo, Oliva tem o apoio, este ano, da Associação de Marketing Promocional (Ampro) na disputa pelo Caboré, uma espécie de “Oscar” da publicidade, concecido pelo Grupo Meio&Mensagem, ao dirigente de comunicação do ano. Não é pouco coisa. Oliva diz que só a indicação é um prêmio.
Criador de cavalos lusitanos, ele sabe que cantar vitória antes do tempo é sempre arriscado, até porque no páreo estão Muarício Eugênio (da Eugênio) e Dalton Pastore, presidente da Associação Brasileira das Agências de Publicidade e Propaganda (Abap). Mais: até bem pouco tempo o setor de promoção e eventos era visto como o primo pobre da publicidade. Só agora é encarado como importante ferramenta de negócios.
O próprio Oliva se lembra que seus primeiros eventos eram pedidos de frequentadores do Gallery para um quebra-galho. “Um lançamento ou degustação de um produto. E, como ainda não haviam grandes casas em São Paulo, a exemplo do Palace e do Credicard Hall, passei também a ser procurado por montadoras para apresentarem novos modelos de carros ao mercado e até realizarem reuniões com concessionários”. Foi a partir daí, que Oliva percebeu que sua agenda de amigos e o fornecimento de boa bebida, boa comida e boa assessoria de imprensa estavam se tornando o seu negócio principal, mais que as noites agitadas da famosa discoteca. O empresário que se casou em 1989 com a jogadora de basquete Hortência, com a qual tem dois filhos, decidiu então deixar de lado o Gallery e se dedicar apenas aos eventos.
E, sem falsa modéstia, diz que o setor amadureceu e se profissionalizou como ele próprio. E, agora, quem deve temer a crise, diz, são aqueles que ainda vivem do improviso de uma agenda e da falta de planejamento e estratégia para eventos. Se nos tempos do Gallery, ele contava com uma equipe de 20 pessoas, hoje são 300 só no Banco de Eventos. Ele garante que o subprime não vai atingir seu banco e nem precisará de ajuda governamental para atravessar a próxima temporada de eventos e promoções. Vai badalar no embalo dos novos tempos.

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