CARLOS FRANCO
Foi se o tempo em que concorrências entre agências se davam na base da civilidade: disputava-se contas com peças publicitárias e boas campanhas. Agora, o negócio é leilão de preços e até grampo telefônico. Os arapongas invadiram o mercado publicitário, grampeando agências, para buscar contas e ter como moeda de troca aqueles segredos – o segredo.
O clima é de insegurança em grandes agências do País, especialmente as maiores sediadas em São Paulo. Um horror. O assunto está na mesa dos bares e começa a resultar em insultos e até tapas entre alguns publicitários. A coisa é feia. A competição fora das regras da ética é será sempre um espetáculo lamentável. E nem precisaram de detetives como o Poirot de Agaha Christie. Os grampeadores agora andam ao sol, durante o dia, de cara limpa. E as agressões, ainda que verbais, estão crescendo nas mesas. O assunto ontem rondou mesas lustradas do Gero e do Parigi, onde a turma das agências parece se sentir em casa, mesmo aqueles que adoram, como eu, comida de boteco.