SEM TEMER AMAR. #FORATEMER!!!!

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Por Carlos Franco

No momento em que o interino Michel Temer, que desde o último dia 12 de maio ocupa a cadeira da presidenta eleita do Brasil Dilma Rousseff, anuncia uma ponte para as trevas, que ele prefere intitular de futuro, não deixa de ser alentador ver as ruas, neste caso as da capital do Estado de São Paulo, a cidade de São Paulo, serem ocupadas por aqueles que defendem a liberdade. Essa mesma liberdade, tantas vezes cerceada, que os manifestantes, dezenas, centenas, milhares, milhão; deixaram claro que dela não abrirão mão: não aceitarão retrocesso. Tudo aquilo que o governo interino e sem legitimidade oferece numa bandeja como o bom mordomo, neste caso o de Drácula. O mordomo de plantão, ridícula figura hoje planaltina que, nos recusamos e nos recusaremos sempre a legitimar, não servirá ao seu adorado Drácula,  nosso sangue, apesar de a mídia golpista e setores do Poder Judiciário o tentarem sugar em nome dos mais sórdidos interesses. No final, o mordomo, seus aliados, um sórdido setor do Poder Judiciário e  a mídia golpista só herdarão o nosso grito, ainda que o corrompido Poder Judiciário deixe os olhos de Têmis cegos, não por sua venda, mas por sua incapacidade de ser imparcial e austera.

Então, a partir daqui, fique com a reportagem que é espelho daqueles que lutam pela liberdade e contra ela não têm nada a Temer. #NadaaTemer!!! #ForaTemer!!!.

Flávia Albuquerque/ Repórter da Agência Brasil

A 20ª edição da Parada do Orgulho LGBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transsexuais) neste domingo (29) na capital paulista, foi aberta às 13h10 com uma multidão ouvindo as palavras da drag queen Tchaka, que fez a apresentação do evento no primeiro dos 17 trios que desfilam este ano.

Com o tema Lei de Identidade de Gênero Já! Todas as Pessoas contra a Transfobia, a parada desenvolveu a ideia de dar visibilidade ao segmento T, ou seja, travestis, mulheres e homens transsexuais, com foco na luta pelos direitos civis e por menos preconceito da sociedade. Os trios saíram da Avenida Paulista no sentido Rua da Consolação. O show de encerramento estava previsto para esta noite no Vale do Anhangabaú.

Daniela Marquezine, que é transsexual e participa da parada há cinco anos, contou que este é seu primeiro ano desfilando no trio das transsexuais. Para ela, o tema tem importância especial, devido ao número alto de transsexuais que morrem por preconceito.

“Queremos lutar contra isso mostrando para a sociedade que somos seres humanos e temos nossos direitos e lugar na sociedade. Não queremos nada além do nosso espaço. Queremos mudar a imagem de que a transsexual e a travesti são objetos sexuais, pois temos capacidade para muitas coisas”, disse Daniela.

São Paulo - A 20 edição Parada do Orgulho LGBT, foi aberta na Avenida Paulista, com o tema, Lei de Identidade de Gênero Já! Todas as pessoas contra a transfobia (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Trio  da  Visibilidade  Trans,  um  dos  que passaram  pela  Paulista  neste  domingo Rovena Rosa/Agência Brasil

 

Para a recepcionista Atena Joy, o Brasil é atrasado para lidar com as questões do segmento transsexual, porque é o país onde há mais assassinatos dessas pessoa. Ela destaca a necessidade urgente da aprovação de uma lei de identidade de gênero.

“A sociedade é induzida a acreditar que nós vamos contaminar os filhos deles e que somos uma ameaça. Mas as pessoas já nascem assim. Precisamos da lei para pararmos de morrer nas esquinas. Queremos ter o direito à cidadania, que é o mínimo. O Brasil precisa mudar essa mentalidade machista e misógina”, afirmou.

Angela Moisés foi uma das mães que ocuparam o trio Mães pela Diversidade, o terceiro a desfilar. Com ela, outras mães desfilaram para chamar a atenção das famílias e da sociedade para a necessidade de aceitação da comunidade LGBT. Uma de suas filhas, homossexual, chegou a ser apedrejada na rua aos 16 anos.

“Nós entendemos que temos que botar a cara no sol e sair do armário com nossos filhos e filhas. Mostrar que não são filhos de chocadeira, que têm mãe, pai, irmãos. Queremos o fim da LGBT fobia, direitos iguais para nossos filhos, o fim de uma bancada fundamentalista que tenta dizer para o Brasil que família é só homem e mulher, porque família é amor”, afirmou Angela.

A advogada Dayse Cristina Eastwood tem uma filha homossexual que é bem recebida no seu meio e tem uma carreira consolidada como executiva de uma multinacional. Mesmo assim, ela decidiu apoiar a luta LGBT em nome dos filhos de outras mães, que ainda não conseguiram essa afirmação. “Nossos filhos saem na rua e não sabemos se vão voltar. Minha filha tem a mulher dela, mas elas não andam de mãos dadas porque têm medo de agressão. A maior preocupação das mães hoje eu creio que seja essa”.

Segundo Dayse, entre as letras LGBT, o segmento transsexuais é o que tem maior dificuldade para estudar, conseguir emprego. Por isso, existe a luta, disse a advogada.

São Paulo - A 20 edição Parada do Orgulho LGBT, foi aberta na Avenida Paulista, com o tema, Lei de Identidade de Gênero Já! Todas as pessoas contra a transfobia (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Alguns  manifestantes  defenderam  a  saída  do  presidente  da  República  interino   Rovena Rosa/Agência Brasil

Durante a parada, grupos contrários ao governo do presidente da República interino, Michel Temer, aproveitaram para fazer manifestações. Eles distribuíram panfletos e fizeram intervenções. Em diversos momentos, entoaram coro com palavras de ordem pedindo a saída do atual governo.

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