Onze atletas paraolímpicos patrocinados pelo Banco Nossa Caixa representarão o Brasil na Paraolimpíada de Pequim, que começa no próximo sábado. O apoio do banco a esses atletas é feito por meio do patrocínio às federações paulistas de remo, tênis de mesa e judô, além das equipes de vôlei sentado Nossa Caixa Cruz de Malta e de basquete em cadeira de rodas AEDREHC (Associação para Educação, Esporte, Cultura e Profissionalização da Divisão de Reabilitação do Hospital das Clínicas).
“Sentimos muito orgulho do exemplo de superação demonstrado pelos paraatletas apoiados pelo banco e estamos torcendo por eles em Pequim”, diz o presidente do Banco Nossa Caixa Milton Luiz de Melo Santos.”A prática esportiva acelera a reabilitação das pessoas com deficiência física e facilita sua reintegração à sociedade.”
Voleibol
Na estréia da seleção brasileira de vôlei em uma paraolimpíada, seis dos doze atletas convocados para integrar a seleção masculina de vôlei paraolímpico pertencem à equipe “Nossa Caixa Cruz de Malta”, patrocinada pelo Banco Nossa Caixa desde 2006. São eles: Renato de Oliveira Leite; Guilherme Borrajo Faria Gomes; Deivisson Ladeira dos Santos; Giovani Eustáquio de Freitas; Diogo Rebouças e Wellington Platini. A comissão técnica da seleção brasileira também é a mesma da equipe Nossa Caixa Cruz de Malta: o técnico Amauri Ribeiro, o auxiliar técnico Adriano Silvestrini, o preparador físico Marcelo Doniseti Micheletto e o fisioterapeuta Rafael Gnecco de Proença.
“O time tem um nível técnico muito bom”, diz Amauri. “Se eles desenvolverem todo o voleibol que sabem jogar sem se abalarem psicologicamente com o peso de uma competição como essa, certamente teremos bons resultados”, afirma. Segundo o técnico, a equipe brasileira é a equipe mais jovem do campeonato.
Remo
Claudia Cícero dos Santos e Regiane Nunes Silva, atletas patrocinadas pelo Banco Nossa Caixa, remarão nas águas do Rio Shunyi. Claudia foi atropelada, em 2000, na rodovia Raposo Tavares, que, à época, não dispunha de passarela de pedestres.”Estava no guard-rail quando um carro preto me atingiu e fugiu”, conta. Em razão do acidente ela teve uma perna amputada. Após mais de um ano sem poder andar, a atleta começou a fazer atividade física como forma de reabilitação. Hoje, Claudia integra a lista de convocados para representar o Brasil em Pequim.
Antes do acidente, Claudia trabalhava como costureira e telefonista e não costumava praticar esportes. Para fortalecer a musculatura sobrecarregada por andar de muletas, ela começou a fazer academia. Depois, passou para a natação. O contato com o remo ocorreu em 2006. Em 2007, Claudia foi campeã e recordista do campeonato mundial de remo adaptado, na categoria single skiff, na Alemanha. Aquela vitória garantiu ao remo paraolímpico brasileiro uma vaga em Pequim.
Regiane Nunes Silva, de 23 anos, natural de São Caetano do Sul, pratica natação há oito anos e passou a se dedicar ao remo recentemente. A jovem tem diversas dificuldades visuais (glaucoma congênito, miopia e catarata de deslocamento de retina). Em apenas seis meses de treino assumiu a vaga de titular da seleção brasileira de remo no barco 4+ da categoria LTA (mobilidade em perna, tronco e braço).