KENZO BY KYOTO

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POR YUME IKEDA 

A trajetória de Kenzo Takada é uma prova da ousadia da grife de origem japonesa que sempre lança tendências no mundo fashion. A apresentação, em Paris, da coleção verão 2015 trouxe inovações em cortes e tecidos multicoloridos, porque Kenzo sempre foi amante das cores, dos homens e das mulheres que veste.

 

 

O estilista sabe que a cor oferece a quem a usa uma imagem única, que empresta identidade. Por isso, os consumidores não se cansam de procurar por produtos da grife. Nesse início de 2015, Kenzo está em alta no mundo fashion e isso tem a ver com sua trajetória onde o corte bem talhado, a escolha de cores e tecidos conspiram para o  respeito ao corpo do homem e da mulher. E isso faz toda a diferença.

Kenzo nasceu em 1940 na cidade de Kyoto, estudou artes em Tóquio e encontrou nos desenhos de moda a sua vocação. Primeiro, começou a atuar como ilustrador em revistas especializadas. Em 1964, decidiu partir para Paris e durante o resto dos anos 60 criou coleções como free lancer e vendeu modelos para Louis Férrand até conseguir dinheiro suficiente para abrir sua própria loja, a Jungle Jap.

Ofertando roupas de algodão com cortes retos, que valorizam as curvas do corpo sem exageros, ele fez sucesso e, em 1972, já começava a ser um nome considerado no mundo fashionista. Naquele início, as cores eram sóbrias, com algumas estampas sobrepostas, mas nada que agredisse. O toque oriental vinha da escolha dos motivos florais, que encantavam as europeias. E ele sempre soube tirar proveito dessa imagem cultural onde nasceu e onde as cerejeiras em flor desabrocham nos tecidos, sobretudo a seda.

Do algodão à seda, Kenzo decidiu nos anos 80 dar força total às malhas, com as quais entrariam para o mundo da produção em série, o chamado prêt-à-porter. O tratamento oriental do corte e das estampas aliado ao conforto exigido pelas ocidentais, foi a receita que abriu as portas de Kenzo para o mundo da moda.

Em 1987, ele aproveitava a fama para lançar o primeiro perfume da grife, o Kenzo pour Kenzo. Em 1990, decidiu oferecer roupas masculinas e infantis, mantendo a força no corte feminino e ampliando ainda mais o leque de produtos. O sucesso foi tanto que o império do luxo, o grupo LVMH, decidiu comprar a grife em 1993, levando a marca ao mundo globalizado.

Kenzo, porém, nunca se distanciou das raízes japonesas. Sabe que estas são a sua melhor estampa de marketing, sem as quais não conquistaria espaço no mercado internacional. A moda, todos o sabem, é feita de conceitos e os japoneses, quer pela simplicidade, quer pela praticidade, estão sempre em alta. Para sorte de Kenzo by Kyoto.

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