Maserati, um sonho de velocidade

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O Brasil encerrou o ano de 2006 com 140 carros Maserati, importados legalmente (de 1999 a 2006), rodando pelas ruas e estradas. O carro é um sonho de consumo, uma preciosidade da indústria italiana para quem ama velocidade e design. Os modelos vendidos no País são o GranSport Spyder e a Coupé e o sedã de luxo Quattroporte. Um carro desses não sai por menos de R$ 300 mil e o Quattroporte ultrapassa a R$ 700 mil, mas o fabricante diz que quem o compra não quer saber de outro depois de dirigir um Maserati.

Esses carros carregam também um pedaço da história da indústria automobilística. Em 14 de dezembro de 1914, em Bologna, os irmãos Maserati – Ettore e Ernesto – fundaram a Officina Alfieri Maserati, com o objetivo de desenvolver carros, e especialmente motores, além de produzir velas de ignição.


O Tridente que identifica os carros Maserati até hoje foi desenhado por Mario, o único artista dos quatro irmãos, inspirado na estátua de Netuno de Giambologna, localizada em uma das praças mais importantes de Bologna.
Interrompida a produção da fábrica por causa da 1ª Guerra Mundial, os quatro irmãos reabriram a Maserati e só em 1926 produziram seu primeiro carro, o Tipo 26, montado em um chassis de Isotta Frascchini. Era bastante avançado para a época: com oito cilindros em linha com capacidade de apenas 1.500 cm3 de cc, mas ampliada por um sistema chamado volumetric charger, que aumentava a potência para aproximadamente 130 cv.

Em 1937, a Maserati foi comprada por Adolfo Orsi. Outro Maserati festejado foi o de 8 cilindros, o chamado 8 CTF, o vitorioso em Indianápolis em 1930 e 1940.

Também famosos foram os motores produzidos pós-guerra, de 6 cilindros em linha, que ajudaram Juan Manuel Fangio, em 1957, a se tornar pentacampeão de Fórmula 1 com o carro 250 F, um V12 de 3 litros, montando no Cooper, que venceu os campeonatos de 1966 no México e de 1967 na África do Sul.

Os motores Maserati criados para carros de passeio com 6, 8 e 12 cilindros proporcionaram o desenvolvimento do motor V6 biturbo, dando uma significativa contribuição para aprimorar a performance do motor de 3,2 litros usado até então na Maserati 3200 GT Coupé e no Quattroporte Evoluzione.
Em 1963, foi lançado o sedã Quattroporte

Em 1968, a Maserati associou-se à Citroën. E em 1957 foi comprada pela De Tomaso. Em 1993, foi adquirida totalmente pela Fiat Auto. De 1957 a 1993, sob a administração da família De Tomaso, a Maserati passou por quase quarenta anos por um processo de popularização de seus carros, fato que prejudicou a marca, que desde o seu surgimento sempre teve vocação para construir carros esportivos.

Após a aquisição por parte do Grupo Fiat e, em especial depois que a administração passou a ser de responsabilidade da Ferrari, em 1997, a Maserati SpA. retomou os propósitos iniciais de desenvolver carros esportivos. O primeiro projeto dessa nova fase foi o 3.200 GT, biturbo, 1998, e, seguida, a sua continuidade com o 4.200 GT.
Nessa época, a Maserati – em conjunto com a Ferrari – já trabalhava os projetos Coupé, Spyder e a nova Quattroporte, além de reconquistar mercados tradicionais como o norte-americano e canadense, onde – hoje – a marca possui rede de 50 concessionárias, e também de abrir novos mercados como o chinês e o russo.

A partir da Maserati Coupé, lançada na Europa em 2000, o posicionamento da Maserati mudou radicalmente. Enquanto a Ferrari produz e comercializa em média 5,5 mil unidades por ano; a Maserati – em seu planejamento estratégico – estima colocar no mercado internacional cerca de 10 mil unidades/ano até 2010.

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