NO BASQUETE, NIKE JOGA UM BOLÃO

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Ao patrocinar astros do basquete, a Nike mostra que sabe aproveitar as oportunidades longe da polêmica que a envolve esta semana com a contratação do velocista Justin Gatlin, do atletismo cujo nome está relacionado a reincidentes casos de doping. O basquete é um grande atrativo para os consumidores do rico mercado norte-americano e nesse terreno a Nike vem marcando pontos e encestando vendas.

POR ANA LUIZA FIGUEIREDO

Os astros da mais importante liga de basquete do mundo, a NBA, que contam com uma imensa base de fãs, não apenas nos Estados Unidos, mas em todo o mundo são estrelas das bem sucedidas campanhas de Nike relacionadas ao esporte. A empresa sabe, como poucas do segmento, usar os depoimentos dos atletas como uma poderosa arma de publicidade como demonstram os vídeos A Nike Basketball Experience. São filmes em que os astros da NBA falam sobre os “signature shoes”, algo que pode ser traduzido como “tênis assinados”, um reconhecimento pelo desempenho nas quadras e uma enorme massagem no ego.
Kobe Bryant, ala-armador do Los Angeles Lakers e grande estrela do time, fala sobre a ligação de um jogador com o tênis por ele assinado. Kobe também destaca a importância de expor suas características aos designers para que o calçado se torne uma representação de si. Ele ainda diz que o mais especial é encontrar um adversário usando o tênis assinado por ele, não por querer ser quem ele é, mas por se tratar de um ótimo tênis de basquete.


No vídeo de Kevin Durant, o ala do Oklahoma City Thunder traz recordações da infância, do tênis Vince Carter que a mãe o presenteou e como sentiu uma parte dele consigo. Assim como Kobe, Durant destaca a conexão entre o atleta e seu tênis e finaliza com a frase “Stay who you are, always put the game first”, em tradução livre “Continue a ser quem você é, sempre coloque o jogo primeiro”.

 


O ex-armador Gary Payton, juntamente com os também aposentados Scottie Pippen, Penny Hardaway dão seus depoimentos. Payton recorda quando era mais novo e via outros jogadores tendo seus próprios tênis assinados, que se perguntava quando e se chegaria a esse nível. Ele lembra de quando assinou seu primeiro tênis, e lembra do seu apelido “The Glove” (A Luva). Scottie Pippen fala sobre sempre ter gostado dos tênis de basquete da Nike e Penny Hardaway em relação a ele quando criança e algum garoto que ele viu usando um tênis assinado por ele.

 

É assim, com vídeos relativamente simples, apenas com os astros em preto e branco, falando olhando para a câmera, que a empresa cria uma identificação entre o astro e a pessoa comum que compra o tênis com a assinatura do atleta. O comprador, por força desses testemunhos, se sente conectado ao atletas, ao mundo do basquete no qual Nike se insere e no qual os consumidores encestam dinheiro, muito dinheiro. Nike sabe se manter em alta, mesmo na entressafra dos campeonatos da NBA.

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