No Dia Mundial da Água, Akatu e Leo Burnett Tailor Made apresentam aplicativo para iPhone que incent

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Em comemoração ao Dia Mundial da Água, celebrado nesta quinta-feira (22), o Instituto Akatu e a Leo Burnett Tailor Made lançam o Fake Shower, um aplicativo para iPhone que informa a quantidade de litros de água que podem ser desperdiçados quando se abre o chuveiro ou a torneira sem necessidade.

O Fake Shower é uma ferramenta de conscientização que, de forma muito bem humorada e moderna, permite manter a privacidade entre casais evitando o desperdício de água. Isso porque muita gente liga o chuveiro ou a torneira somente para evitar que o outro não ouça os sons emitidos ao se utilizar o banheiro.

Com o Fake Shower a intimidade dos casais é preservada, assim como a água, uma vez que o aplicativo simula no iPhone o barulho do chuveiro aberto ou da torneira, podendo escolher o nível de vazão. Ao “fechar” o Fake Shower, o aplicativo informa quantos litros de água foram poupados naquela operação e já traduz para o consumidor a dimensão daquele volume economizado comparando a objetos e referências do cotidiano, como um galão d’água, uma banheira, uma piscina, um caminhão-pipa até a Lagoa Rodrigo de Freitas.

O Fake Shower serve também para o consumidor monitorar seu consumo de água e se motivar a economizar. É possível comparar a água gasta, por exemplo, enquanto se faz a barba com a torneira fechada e o Fake Showerligado. Ou quando se fecha o chuveiro para se ensaboar, e o Fake Showerpermanece ligado. Ou simplesmente ligar o Fake Shower simultaneamente e nas mesmas condições de vazão do chuveiro para ver o gasto de água no final do banho.

A quantidade de água virtual poupada vira um score pessoal, que pode ser compartilhado com todos os usuários do aplicativo. Assim o consumidor consegue ver sua economia pessoal e o impacto agregado da economia de todos. Quanto mais pessoas usarem o Fake Shower, maior será o volume de água poupado.

O aplicativo estará disponível em breve para download na App Store do Brasil. Mais informações estão disponíveis no vídeo explicativo em http://www.youtube.com/watch?v=aZ-Zr7ZFc_A&feature=youtu.be

Dados da água hoje

Se todos os moradores do Brasil fecharem a torneira ao escovar os dentes, a água economizada durante um mês equivalerá a um dia e meio do volume de água nas Cataratas do Iguaçu. Se apenas duas pessoas em cada casa da Grande São Paulo reduzir em apenas cinco minutos o tempo de água corrente no banho, 13,4 bilhões de litros de água serão economizados por mês. Água suficiente para abastecer, no mesmo período, uma população de 2,9 milhões de habitantes – mais do que toda Salvador.
 
A ONU recomenda um consumo de 110 litros de água por pessoa por dia em casa como adequado para as necessidades de consumo e higiene, mas a Sabesp (concessionária de água em São Paulo) alerta que muitos brasileiros gastam mais de 200 litros por dia. Esse desperdício, de uma única pessoa ao longo da vida, encheria uma piscina olímpica.

· É lugar comum dizer que a Terra é o planeta água, no entanto, 97,5% da água do planeta é salgada. Se toda a água da Terra coubesse em um balde de 10 litros, a água doce disponível chegaria a apenas 13 gotas. Cerca de 2,5% da água do planeta é água doce, mas a maior parte está aprisionada em aquíferos subterrâneos e geleiras. Só 0,26% da água doce da Terra está disponível em lagos, reservatórios e bacias hidrográficas, mais acessíveis ao homem e a atividades econômicas. Isso significa dizer que apenas 0,0065% da água na Terra é água doce disponível. (Fonte: Unesco)

· Menos de 1% da água doce do planeta está acessível para consumo, ainda assim, é mais que suficiente para abastecer o planeta, desde que o padrão de uso seja baseado no consumo consciente. Porque a poluição da água hoje é a principal causa da redução dos volumes de água adequada para o consumo, com sérios impactos na vida de cada um, na saúde e nos custos públicos e no meio ambiente. Poluição geralmente causada por descarte inadequado de resíduos industriais, agrícolas e lixo urbano. (Fonte: ONU)

· Entre os anos de 1900 e 2000, o uso total da água no planeta aumentou dez vezes (de 500 km3/ano para aproximadamente 5.000 km3/ano), enquanto a população aumentou pouco mais de 3,5 vezes, de 1,65 bilhão para 6 bilhões de pessoas em 2000. (Fontes: Unicamp e ONU)

· Um terço dos alimentos perecíveis que o brasileiro compra vai direto para o lixo levando junto toda a água usada desde a plantação e na cadeia produtiva de transformação e distribuição. (Fonte: Akatu)

· Se os países conseguirem reduzir à metade as perdas de alimentos – no processo de produção e jogados no lixo após o consumo –, pode-se economizar aproximadamente 1.350 km3 de água. Esse volume equivale, em média, a quatro anos de chuva em toda a Espanha. (Fonte: ONU)

· No Brasil, a agropecuária aparece disparada como o maior consumidor de água: 81% da água ficam na irrigação e no abastecimento animal; 7%, na indústria e 12%, no abastecimento humano – no campo e nas cidades. Vale destacar que apenas o consumo dos rebanhos animais empata com o consumo dos 190 milhões de brasileiros. (Fonte: Agência Nacional das Águas)

· No Brasil, 37% da água tratada – limpa, cara e escassa – não chega a casa dos consumidores, fica pelo caminho nas chamadas perdas da rede. O modelo mundial é o Japão, que reduziu suas perdas a 3% da água. Na Sabesp, em São Paulo, as perdas chegam a 25,6%. A concessionária paulista fornece água para 27,1 milhões de pessoas. Não fossem as perdas, poderiam ser abastecidos mais 13,55 milhões de consumidores. A água perdida poderia abastecer toda a Bahia ou quase toda a região Centro-Oeste ou os Estado do Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte juntos. (Fontes: Sabesp e Censo 2010)

· Já somos 7 bilhões de habitantes no planeta, e a expectativa é de chegarmos a 9 bilhões em 2050. Em média, cada pessoa bebe de 2 a 4 litros de água diariamente, mas a maior parte da água que “bebemos” está embutida nos alimentos que comemos. Um quilo de bife, por exemplo, consome 15 mil litros de água do campo à mesa; um de trigo, 1.500 litros. (Fonte: ONU)

· Se mantivermos nossos padrões atuais de consumo, em 2025, 1,8 bilhão de pessoas (nove Brasis) estarão vivendo em países com escassez de água e dois terços da população mundial poderão estar áreas de absoluto estresse hídrico. (Fonte: ONU)

Sobre o Instituto Akatu

Criado em 15 de março de 2001 (Dia Mundial do Consumidor) no âmbito do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, o Akatu é uma organização não governamental sem fins lucrativos que mobiliza a sociedade para o consumo consciente. As atividades do Instituto estão focadas na mudança de comportamento do consumidor em duas frentes de atuação: Educação e Comunicação. A estrutura do trabalho consiste no desenvolvimento de conteúdos, pedagogias, pesquisas, métricas, jogos, dinâmicas e metodologias. Ao longo desses 11 anos de existência, o Akatu trabalhou fortemente na disseminação do conhecimento sobre consumo consciente em diversas ações. Entre as principais estão a coleção de pesquisas sobre o perfil do consumidor, o portal Akatu, o portal Akatu Mirim (voltado para crianças), as campanhas de comunicação em rádio, TV e internet e os projetos de capacitação de colaboradores em empresas. Para o Instituto Akatu, o ato de consumo deve ser um ato de cidadania, por meio do qual qualquer consumidor pode contribuir para um mundo melhor. O consumidor consciente busca o equilíbrio entre a sua satisfação pessoal, a preservação do meio ambiente e o bem-estar da sociedade, refletindo sobre o que consome e prestigiando empresas comprometidas com a responsabilidade social.

FICHA TÉCNICA AKATU FAKE SHOWER

Agência: Leo Burnett Tailor Made
Campanha: Fake Shower
Anunciante: Akatu
VP de Criação: Ruy Lindenberg
Redator: Julio D’Alfonso
Diretor de Arte: Murilo Melo
RTVC: Celso Groba, Fernanda Moura, Marcelinho Romero, Camila Aquino e Rafael Messias
Atendimento: Isabel Coletta, Laura Morano, Soraya Joukhadar, Maytê Godoy
Aprovação cliente: Helio Mattar, Ana Wilheim, Ludmila Frateschi
Produção Aplicativo:
Agência Mobile: PorQueNão?
Programação: Bruno Bonifácio, Éder Baldrighi, Rodrigo Plácido
Atendimento: Igor Saraiva, Vinícius Porto
Designer: Carlos de Lemos, Carol Saravalli
UX Designer: Raphael Lopes
Gerente de Projetos: Marco Júlio
Produção Filme:
Produtora de Imagem: Vagalume Animation Studios
Direção geral: Heber Conde
Direção de arte: Heber Conde e Thiago Almeida
Composição: Yohann da Geb e Heber Conde
Rigging: Luciano Nazario
Animação: Ricardo Jost e Fabiano Gama
Render: Yohann da Geb
Modelagem: Bruno Hakk Coimbra
Ilustrador: Thiago Almeida
Atendimento: Thiago Fogaça
Produtora de Som: S de Samba
Produção: Ale Marcondes
Maestro: Henrique Nicolau

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