HOJE É DIA DO ÍNDIO. TODOS OS DIAS DEVERIAM SER DIA DE ÍNDIO.

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Nós, brasileiros temos um rica herança de povos indígenas que, com coragem e determinação, exploraram secularmente as terras em que vivemos, deram nomes aos seus acidentes geográficos e deixaram de legado ensinamentos para o bom viver com sustentabilidade e respeito. Abandonamos, é verdade, essa rica herança por ganância e por vezes esquecemos que não existe vida sem os elementos da natureza e também não existe nada mais belo que a paisagem preservada a qual podemos usufruir e convívio com seus animais, flores e frutos que tonam humanos, demasiadamente humanos. As crises hídricas, o calor excessivo, o degelo nos alertam mas insistimos em ignorar esses recados.

 

Como me pontua, em rede social, o brilhante jornalista Paulo Silva Pinto Jorge “para quem acha que índio tem terra demais é sempre recomendável olhar o Mato Grosso no Google Maps. Onde sobra verde, é terra indígena. A maior mancha é o Parque do Xingu”. E existem sempre aqueles que sem compromisso com a vida ainda querem invadir essa áreas destruindo a vida sonhando com riquezas fruto da insustentabilidade.

No Dia do Índio, nós, da Revista Publicittà, recorremos às lições de um mestre, de um brasileiro que, como poucos, amou o Brasil e os brasileiros, sonhou com um mundo melhor para todos e deixou de legado seu amor aos povos. Grande Darcy Ribeiro, cuja obra monumental, apaixonante, O POVO BRASILEIRO, é o melhor convite para reflexão real, sensível. Uma herança crítica que nos faz pensar e se reconectar com o Brasil e os brasileiros.

Vale assistir todos os capítulos dessa série fantástica a começar por este que coloca em foco a nossa herança Tupi. Esse povo corre nas veias de todos aqueles que amam esse povo e esse país e que denuncia aqueles que querem nos ver sangrar pelo simples prazer de dizer que são maiores que o Brasil e os brasileiros sem se perceber quão menores são e quão esquecidos. Estes serão sepultados pelo ódio que destilam e espumam em palavras bravias`numa guerra vã contra o que temos de mais precioso: o Brasil e os brasileiros e nossa pluralidade que se constrói no respeito às diferenças.

Valeu Darcy.

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